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Diversidade de ritmos marcam terceiro dia do XXVII FIMUPA

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Do erudito ao popular, o terceiro dia do XXVII Festival Internacional de Música do Pará, promovido pela Fundação Carlos Gomes durante esta semana, em Belém, foi marcado pela diversidade de ritmos e de público. A programação começou no início da tarde desta terça-feira, 3, com a reapresentação do grupo Anima, desta vez na sala Éttore Bósio, do próprio Carlos Gomes - o grupo já havia já se apresentado um dia antes, na Igreja de Santo Alexandre) - e se estendeu por toda a noite em diversos pontos culturais da cidade, culminando com o Sátira In Concert, no CamarIN Cultural.

No anfiteatro Pedro Nolasco, da Estação das Docas, quem embalou o público foi o Muiraquitã Jazz, grupo formado por músicos da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e da Amazônia Jazz Band, e por professores do Instituto Carlos Gomes. Durante a apresentação, o swing e a improvisação – marcas registradas do grupo - durante a execução de ritmos populares, sobretudo o jazz, recebeu uma atenção especial do estudante de música Carlos Augusto Cascaes, 27, da namorada Tainá Santos, 20, e do irmão gêmeo, Carlos Henrique. O trio assistiu concentrado a apresentação.

"Sempre acompanho a programação do festival e acredito que ele ajuda a despertar as pessoas para a música. Eu mesmo tenho vários amigos que começaram a se interessar por algum instrumento depois de ver a apresentação de músicos em shows e concertos do festival em edições passadas. Foi o ponto de partida para eles. E assim também foi para mim, porque lembro de frequentar o festival desde que me conheço por gente. Sempre que tinha eu estava presente”, comentou Carlos Augusto, que há dois anos estuda saxofone e que, agora, ensina Tainá.

No Teatro Waldemar Henrique, a programação contou com a apresentação de Eduardo Monteiro (flauta) e de Flávio Augusto (piano), que apresentaram uma parceria bem estruturada, com obras originais de grandes mestres da música mundial e também de compositores da música contemporânea. Durante o concerto, composições de Francis Poulenc, Edvard Grieg, César Guerra-Peixe, Eduardo Biatto e Sérgio Di Sabbato foram apresentadas pelo duo. A apresentação ainda contou com a participação de Daniel Guedes (violino).

Nas Igrejas da Sé e de Santo Alexandre, três crias da Fundação Carlos Gomes se apresentaram ao público: A Orquestra Jovem, acompanhada pelo Coro Carlos Gomes, em Santo Alexandre, e o Grupo de Flautas Doce, na Catedral. Nos dois locais, plateias expressivas acompanharam as apresentações. Na Igreja de Santo Alexandre, por exemplo, mais de 500 pessoas lotaram o espaço, de origem mais intimista, para prestigiar a Orquestra e o Coro, regidos por Amilcar Pereira e Rodrigo Santana, respectivamente. A apresentação teve como destaque a soprano Dione Colares, o contralto Silvio Rodrigues, o tenor Augusto Ó de Almeida e o barítono Rodrigo Silva.

Já quase no final da noite, o “Pampa Brass”, considerado o grupo embaixador da música rio-platense e latino-americana, se apresentou no Theatro da Paz. Durante a apresentação, o grupo, que reúne cinco dos instrumentistas com mais destaque na atualidade (Daniel Crespo, Santiago Bartolomé, Claudio La Rocca, Carlos Ovejero e Patricio Cosentino) conquistou novos admiradores paraenses e até mesmo de outros estados brasileiros, como é o caso dos paulistanos Idely, 63, e Gilmar Bosso, 60. “Cada dia tem sido uma surpresa nova pra gente”, comentou Gilmar. A primeira parte do repertório teve a participação de convidados e na segunda parte, após um breve intervalo, os músicos mostraram toda a tradição da música argentina interpretando tangos de Astor Piazzola, Horacio Salgan, entre outros compositores. 

O casal, natural de Ribeirão Preto, está a passeio na capital paraense, onde deve permanecer até quinta-feira, 5. “Chegamos no domingo. Estamos hospedados em um hotel quase que de frente para o teatro e quando soubemos foi uma grata surpresa. Vamos continuar vindo até viajarmos de volta”, contou Gilmar. Ele e Idely ainda elogiaram o Theatro da Paz. “É, sem dúvida, um dos mais bonitos que já vimos. Os detalhes são muitos ricos. Acredito que ele está empatado com o Amazonas (Manaus), que conhecemos antes vir para Belém”, disse Idely.

Nesta quarta-feira, 4, a programação tem início às 12h30, com a apresentação do Trio de Música Antiga, na Sala Éttore Bósio. De noite, às 18h, o Quaternura se apresenta no anfiteatro da Estação das Docas. Às 19h ocorrem apresentações do Grupo de Percussão do Carlos Gomes, no Teatro Waldemar Henrique; do Quarteto Radamés Gnatali, em Santo Alexandre; do Grupo de Saxofones, na Catedral, e do espetáculo “A ocasião faz o ladrão”, no Teatro Cuíra. Às 20h30, Valerius Ensemble se apresenta no Theatro da Paz e, às 22h30, Frank Herzberg Trio sobe ao palco do CamarIN Cultural.

 

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