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Homero Augusto: os desafios de um jovem compositor

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O aluno Homero Sousa, do curso de Bacharelado em Música – habilitação em composição e arranjo, do Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG) realizará um recital especial no dia 04 de abril, às 18 horas, na Sala Ettore Bósio, anexo ao Instituto Carlos Gomes, localizada na Av. Gentil Bitencourt, 977 – Nazaré, com entrada franca. Para a noite está prevista a apresentação de grupos musicais que interpretarão as obras criadas por Homero.

Repertório – O público irá conferir nove obras criadas por Homero Sousa, 22. São elas, Anoitecendo, que será interpretada por um percussionista, no vibrafone; Abandonado Como Cristo, interpretado por um duo de violão e violino; Bachtók, tocado pelo trio de violino, viola e fagote; Uma Viagem Para Depois, tocado por um duo de piano e clarinete; Pequenas Peças Para o Fim do Mundo“O sexto selo”, interpretado por dois clarinetes e um fagote. Está previsto ainda, um duo de piccolo e fagote, para a música Os Gritos de Auschwitz; um quarteto de cordas, para a música A Grande Diáspora – canção sem palavras para uma partida não premeditada; um quinteto de sopros, que interpretará a obra A Passagem e um duo de piano e viola, que tocará a composição O Encerrar da Valsafim de caminhos outrora eternos.

O curso de Bacharelado em Música do Instituto Estadual Carlos Gomes foi criado em 1995 por meio de um convênio entre a Fundação Carlos Gomes e a Universidade do Estado do Pará e, em 2013 passou a ser realizado de forma independente. O curso vem suprindo a necessidade de pessoas como Homero, que desejam compor obras dos mais variados tipos. Sobre a vontade de aprender a compor músicas, o jovem explica que, “como músico, sempre fui mais interessado no lado inventivo e criativo do processo musical. Por isso, quando decidi que queria seguir na carreira artística, fui para esse lado”, relembra. “Quando soube que aqui no Estado tinha o curso, logo quis fazer. Aqui também temos uma grande demanda e, por isso, vi que teria mercado profissional para mim”, diz.

Homero conta que seus planos para a carreira se dividem entre dar aulas e ser reconhecido como compositor. “Tenho dois grandes sonhos na vida. O primeiro é me formar e voltar à academia para repassar tudo que aprendi e o segundo, é poder ver minhas peças interpretadas por grandes grupos ao redor do país e, quem sabe, até do mundo”, fala animado. Ele diz ainda que, estudar composição abriu sua visão artística. “O que mudou na vida depois que comecei na composição e arranjo é que, de uma forma geral, o curso ensina a gente a ouvir música de uma maneira diferente, tornei-me mais exigente ao que ouço, mas também aprendi a apreciar elementos sonoros que antes não reconhecia como bons, eu aprendi a extrair o que há de melhor em cada tipo de música. Tive uma verdadeira mudança de perspectiva em relação à música”, ressalta.

O caminho percorrido para alcançar o sonhado diploma de bacharel trouxe para o jovem, além do conhecimento secular, um envolvimento pessoal com seus colegas e professores. “Sinto muita gratidão, pois estou tendo essa oportunidade de poder mostrar minhas criações através da colaboração de colegas que irão tocar as obras que fiz, pois este é um dos grandes desafios de um compositor: achar músicos que estejam dispostos a tocar o que você concebeu”, analisa. “Sempre tive apoio para fazer o que me era exigido, como por exemplo, a ajuda que estou tendo para realizar esse recital. No Carlos Gomes, pode-se notar que existe uma união entre todas as pessoas que estão na Instituição, sempre sou muito incentivado a continuar”, completa.

Para criar as músicas, Homero Sousa garante que, é essencial não ser totalmente passivo às situações pessoais. “As nossas experiências de vida influenciam bastante no processo criativo, mas existe um lado técnico muito importante, pois temos que entender as teorias e saber fazer as análises, harmonias e contrapontos da música sob o olhar da composição, para que, quando surgir o momento da inspiração, o desenvolvimento da ideia seja feito de forma correta”. Ele garante que o público sairá reflexivo do seu recital. “Posso garantir que vai ser um recital muito interessante. Tenho certeza que o público sairá entusiasmado, pois todas as músicas são muito provocativas”, afirma.

 

 

Texto: Mayave Ribeiro

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