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Mini ópera baseada nas cartas de D. Pedro I e Marquesa de Santos e a montagem portuguesa “O Doido e a Morte” são atrações da noite no XXXI FIMUPA

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A mini ópera DOMITILA, do compositor brasileiro João Guilherme Ripper, será apresentada nesta quinta, 07 de junho, às 20h30, dentro da programação o XXXI Festival Internacional de Música do Pará.   Baseada nas cartas de D. Pedro I e Marquesa de Santos, a ópera Domitila se passa em apenas um ato e é uma das sete óperas que integram o catálogo de obras do compositor, que é considerado o mais produtivo autor desse gênero no Brasil. Depois de Belém, a ópera será encenada em Portugal no Festival de Alcobaça em julho e no mês de outubro na cidade portuguesa de Sintra. 

Sobre a obra - Estreou em março do ano 2000, no CCBB do Rio de Janeiro. A ópera nasceu da encomenda de um ciclo de canções que tratasse da temática do relacionamento entre D.  Pedro I e a Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo.  A obra encomendada como um ciclo de canções não foi realizada, mas o compositor optou por compor uma ópera, valendo-se da formação instrumental pré-estabelecida pelo patrocinador  do projeto. “Na verdade quando foi proposto a mim, seriam as cartas cantadas, só as cartas cantadas.  Eu que decidi amarrar as cartas todas e fazer uma ópera. E o que eu tinha disponível para aquele espetáculo, marcado para o CCBB do Rio de  Janeiro,  era  uma  cantora,  o violoncelista, o piano e o clarinete. “

Deste modo, o plano dramático foi  elaborado  pelo  compositor,  a  partir da leitura das cartas trocadas entre os personagens verídicos  de 1822 a 1829, compiladas no livro  Cartas de Pedro I à Marquesa de  Santos.  A partir da escolha de  cartas  “chave”,  sem  ordenação  cronológica  e  com  um  texto  de  sua  própria  autoria,  Ripper criou  o  libreto  onde  narra  o  dia  em  que  a  Marquesa  de  Santos  se despede do Rio de Janeiro e retorna a São Paulo, marcando o fim de  um  turbulento  relacionamento  amoroso,  pondo  em  cena  as lembranças da amante mais famosa do imperador D. Pedro I.

Segundo relatos de especialistas, há mais de duzentas cartas trocadas por Domitila e D. Pedro. Mas somente 143 foram documentadas. Participam da montagem em Belém a soprano Carla Caramujo e músicos do grupo português Toy Ensemble.

Outra ópera que também ganha o palco do Theatro da Paz nesta noite dedicada ao gênero é “O Doido e a Morte”. A montagem de 1993 é uma ópera de câmara baseada na farsa homônima de Raul Brandão que reúne três cantores, um ator e nove instrumentos. O prólogo instrumental apresenta os temas que são explorados em oito variações e revisitados no epílogo, opondo grupos de instrumentos numa sucessão de tese, antítese e síntese. O nervosismo do Governador face à eminente explosão da bomba trazida pelo “homem mais rico de Portugal” tem como reverso os momentos lentos em que o Senhor Milhões revela o que lhe vai na alma. Estreada no Teatro Nacional de São Carlos e no Theater am Halleschen Ufer, em Berlim, a obra já teve sete encenações distintas desde 1994 e foi gravada em CD em 2014. O espetáculo tem direção musical do compositor português Alexandre Delgado e instrumentistas portugueses que integram o Toy Ensemble.

Prêmios – A ópera Domitila foi premiada pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), na categoria Música Erudita melhor obra camerística, em 2000. Também foi contemplada com o Prémio Circuito Funarte de Música Clássica em 2010.

Parceria – Para serem encenadas em Belém durante a programação do XXXI Festival Internacional de Música do Pará, as montagens da ópera Domitila e O Doido e a Morte receberam apoio da Direção Geral das Artes do Ministério da Cultura Português - DGArtes.

 

SERVIÇO: Óperas no XXXI FIMUPA

“Domitila” – João Guilherme Ripper

“O Doido e a Morte” – Alexandre Delgado

Data: 07 de junho de 2018

Hora: 20h30

Local: Theatro da Paz

ENTRADA FRANCA

João Guilherme Ripper - É compositor, diretor de orquestra, gestor cultural e professor da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estudou com Henrique Morelenbaum e Ronaldo Miranda. Obteve seu PhD em Composição na Universidade Católica da América, em Washington DC, sob a orientação do compositor Helmut Braunlich e Argentina musicólogo Emma Garmendia. Aperfeiçoou-se em regência orquestral com o maestro Guillermo Scarabino em Buenos Aires, e cursou "Economie et Financement de la Cultura" na Université Paris-Dauphine. Foi diretor da Escola de Música da UFRJ, de 1999 a 2003. Em 2004, aceitou o convite do Governo do Estado do Rio de Janeiro para dirigir a Sala Cecília Meireles, onde permaneceu por 11 anos e empreendeu em uma reforma abrangente. Em 2015, foi nomeado Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, cargo que ocupou até 2017. Ripper é o atual presidente da Academia Brasileira de Música, uma instituição fundada por Heitor Villa-Lobos, em 1945, que reúne 40 compositores, intérpretes e Musicólogos brasileiros. Ripper colabora frequentemente com orquestras, grupos de câmara, teatros e festivais no Brasil e no exterior, criando novas obras e atuando como compositor residente. Universidade Federal do Rio de Janeiro, e "Psalmus" que foi apresentado em maio no Festival Latino-americano de Música em Caracas, Venezuela.

Carla Caramujo - É licenciada e mestre em Canto/Performance e Ópera pelas Guildhall School of Music and Drama (Londres) e Royal conservatoire of Scotland (Glasgow), tendo integrado o elenco da Alexander Gibson Opera School em colaboração com a Scottish Opera / Royal Theatre of Glasgow. Vencedora do Concurso Nacional Luísa Todi, Chevron Excellence Award, Dewar Award e Ye Cronies Award no Reino Unido e Musikförderpreis der Hans-Sachs-Loge em Nuremberga, Carla Caramujo abarca um vasto repertório desde o Barroco até à produção contemporânea. Estreou em absoluto o papel de Salomé em O Sonho de Pedro Amaral com a London Sinfonietta. Participou na série documental gravada para RTP Percursos da Música Portuguesa com um concerto realizado no Teatro Nacional de S. Carlos. Na temporada anterior, cantou a integral das canções de Mozart nas principais salas do Uruguai e Argentina, tendo participado no X Festival de Música Clássica de Esteban Echeverria, Buenos Aires, e no SODRE de Montevideo, com transmissão pela Rádio Clássica 650 AM do Uruguai.

Toy Ensemble -  Tem como objetivo promover a divulgação e a expansão da cultura lusófona, nas vertentes da música, literatura e artes visuais.  As obras abordadas pertencem ao universo da literatura e música contemporâneas, articulando performances com atividades de artes cénicas e visuais. Integram o grupo músicos de destaque no panorama musical português, apresentando-se em formações variadas, atendendo às necessidades e exigências das obras propostas.  O Ensemble conta com diversas atuações em Portugal, e no Brasil com apresentações em festivais e importantes salas nas cidades de Belém, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Espirito Santo.  Em 2016, foi convidado do XXIX FIMUPA em Belém onde apresentou com grande êxito a ópera A Rainha Louca, de Alexandre Delgado.  Em 2017 participou nos dias da Música do CCB com a ópera ”O Doido e a Morte”, de Alexandre Delgado, e novamente com apoio da DGArtes voltou em 2017 ao  XXX  FIMUPA.  

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